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segunda-feira, 7 de julho de 2008
Os meus ganchos são um mimo!
domingo, 6 de julho de 2008
Um poema - Carlos Drummond de Andrade
sábado, 5 de julho de 2008
Os meus colares de crochet, com missangas e bolas!
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Sinto SAUDADES... de tudo!!
Que marcou a minha vida...
Quando vejo retratos
Sinto o cheiro
Quanto escuto uma voz
Quando lembro o passo
Fico sempre entristecida !
Sinto saudades de desejos
Que nunca mais vivi...
De pessoas com quem falei
Outras com que me cruzei
E nunca mais as vi!...
Sinto saudades da minha infância
E do primeiro amor...
Ah! se pudesse voltar a ser criança?!...
Sinto saudades do presente
E do passado também
De tudo o que está ausente
Principalmente da minha mãe!
Sinto saudades de quem me deixou
E de quem eu deixei...
De quem disse que voltava
E nunca mais encontrei.
Sinto saudades dos que foram
Daqueles que não tiveram
De como dizer um adeus!
Sinto saudes das coisas que já tive
E de outras que não as tive
Mas que muito desejei ter...
Sinto saudades dos livros que li
E que fizeram viajar,
Sinto saudades dos discos que ouvi
E que me fizeram recordar!
Sinto saudades de tudo o que vivi
E que sem querer deixei passar...
E é por isso que estas saudades
Estão tão vivas, sensíveis
Saudades que foram e são sentidas
Me fazendo por vezes chorar.
(SóPoesia.)
quinta-feira, 3 de julho de 2008
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Poema de PABLO NERUDA!
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajectos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente, quem abandona um projecto antes de inicia-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples facto de respirar.
Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplendido de felicidade.
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